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31 de março de 2012
A história de Ahmed: sobrevivendo à perseguição contra LGBT no Iraque.
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20 de janeiro de 2012
Demora de trens aos finais de semana causa tumulto na Estação de Suzano
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7 de janeiro de 2012
Depois do Fim - Documentário sobre a Cracolândia.
Produção e Direção: Coe Moraes
Edição, Sonoplastia, Animação, Cor e CoProdução: Andre Garbin
Direção de Fotografia e Co - Produção : Paulo Guedes
Apoio: Antel.

Copiado do: http://carlosneherativistaantidrogas.xpg.uol.com.br/
12 de abril de 2011
Mogi: Casal acusa igreja de homofobia.
25 de março de 2011
Momento Inesquecível: Sinead O'Connor rasga a foto do Papa João Paulo II
PS: Quero postar aqui uma contribuição de um leitor que trouxe mais informações a respeito da cantora do vídeo abaixo postado.
"Essa atitude polêmica foi tomada como maneira de alertar para os casos de abuso de crianças por padres católicos. Até hoje (quase vinte anos depois) as denúncias de abuso continuam, e Sinéad persiste na luta pelos direitos infantis.Após essa apresentação - no programa da tv americana "Saturday Night Live" - O'Connor se tornou figura non-grata na mídia norte-americana. A chamada grande mídia insiste em dizer que Sinéad encerrou a carreira prematura nos fins dos anos 90. Entretanto a cantora está em estúdio, gravando o nono álbum de sua carreira, e possui uma legião de fãs no mundo inteiro - inclusive nos Estados Unidos, país que deverá receber alguns shows da nova turnê de Mrs. O'Connor. Seus discos batem record de vendagem mesmo sem receber grande atenção da imprensa internacional."
Depois disso, em um show de tributo a Boy Marley ela foi vaiada...
e não abaixou a cabeça !
22 de março de 2011
Transsexual surpreende cantando com voz masculina e feminina em show de calouros.
Uma transexual abafou o programa de televisão “Thailand's Got Talent” – versão tailandesa de programas do tipo “Ídolos” – neste mês ao arrasar na performance vocal, mas com um detalhe: com voz de mulher e homem. Bell Nuntita, 27, é cantora ainda amadora, mas depois da interpretação dupla que fez virou estrela na Tailândia, onde a transexualidade é algo bem mais normal do que no Brasil.
Ela começa a sua apresentação com voz feminina interpretando a típica “Yark Roo Tae Mai Yark Tarm”, de Calories Blah Blah, e depois emenda “Unloveable”, de Mild, mas com voz de homem. Jurados, apresentadores e plateia ficam totalmente beges com a desenvoltura dupla da moça e todo mundo aprova o cantar dela.
Bell revela na entrevista que vai ao ar depois da apresentação que apanhou muito de seu pai quando era nova. “Ele continuava me batendo esperando que eu não fosse transexual. Eu só quero dizer pro meu pai que eu o amo e que eu finalmente consegui.” Confira:
20 de janeiro de 2011
Assista: "Eu Não Quero Voltar Sozinho"

19 de janeiro de 2011
Vídeo inspirado na campannha gringa It Gets Better vai ganhar versão brasileira
16 de janeiro de 2011
MEU EU SECRETO - Histórias de Crianças Transsexuais
12 de janeiro de 2011
O novo clip do Ricky Martin
Desde que assumiu ser homossexual, o cantor Ricky Martin não havia lançado clipe novo. O jejum acabou com "The Best Thing About me Is You". A baladinha tem participação de Joss Stone e o clipe é cheio de gatos e gatas em clima de "é legal ser gay". E Ricky está todo tempo sem camisa.
Assista abaixo.
Grupo espanca lésbicas dentro do McDonald´s
31 de dezembro de 2010
Casar Homossexuais
A cada ano, mais e mais países têm aprovado o casamento entre homossexuais. No Brasil, o casamento civil ainda é sistematicamente confundido com o sacramento católico do matrimônio. Mas se para muitas religiões a homossexualidade ainda é pecado, para o Estado laico é o exercício do direito à livre orientação sexual e não pode ser pretexto para qualquer discriminação.
O divórcio só foi legalizado no Brasil em 1977. A depender de alguns religiosos da época, o casamento até hoje seria “até que a morte os separe”, pois “o que Deus uniu o homem não separa”. Os moralistas de plantão alegavam que o divórcio seria a degeneração da família e que, por costume, o casamento seria a “união indissolúvel entre o homem e a mulher”. Os filhos de casais separados eram invocados como as grandes vítimas da então nova lei mas, paradoxalmente, eram estigmatizados justamente por quem era contrário ao divórcio.Passados 33 anos, o mundo não acabou, o Brasil não foi devastado pela ira divina e a emenda constitucional nº66 de julho de 2010 tornou possível o divórcio direto, sem a necessidade de uma prévia separação judicial. Ao contrário do que pregaram alguns profetas, o divórcio foi incorporado à legislação e ao cotidiano dos brasileiros sem maiores traumas.
A celeuma em relação ao casamento agora é outra: podem os homossexuais se casar? Os argumentos do debate continuam os mesmos: “a Bíblia não permite! Está lá no Levítico: 18-22!”, bradam os contrários; mas “o Estado é laico! Está lá na Constituição: 19-1!”, retrucam os defensores.
Do ponto de vista estritamente jurídico, o casamento civil é um contrato entre duas pessoas que deve ser firmado com base no princípio da autonomia da vontade. Se as partes são maiores e capazes, e há um efetivo consenso entre elas, o Direito deveria simplesmente respeitar suas vontades, sem impor qualquer tipo de limitação. Assim, não haveria qualquer óbice ao casamento de pessoas do mesmo sexo.
O casamento civil brasileiro, porém, desde sua criação, vem sendo reiteradamente confundido com o sacramento católico do matrimônio que lhe deu origem. Com a proclamação da República e o advento do Estado laico, uma das consequências imediatas foi a criação do casamento civil, pelo decreto 181/1890. Na prática, porém, o casamento civil emulava o matrimônio religioso e mantinha suas principais características: patriarcal, indissolúvel, monogâmico e heterossexual.
O Armário
Ex-Pastor evangélico que tentava "curar" Gays, assume sua Homossexualidade.
Negando que era homossexual, tentando viver um personagem, o teólogo, filósofo, ex-pastor e professor de inglês Sergio Viula achava que era feliz, mas se enganou. Apenas quando ele deixou de fugir de si mesmo é que ele pôde saber o que era ser pleno. No caminho, ele foi um dos responsáveis por uma das entidades de conversão de homossexuais mais atuantes no país. Hoje, ele abomina tudo que é feito nesse sentido e conta sua história no livro “Em Busca de Mim Mesmo”.
Você já foi casado com mulher. Mas você já tinha desejo por homens antes disso?
Desde cedo eu me sentia diferente dos meninos. Eles se empolgavam com as garotas, e eu me sentia atraído por eles. Isso me causou sofrimento, não porque eu me sentisse atraído por eles, mas porque eu já ouvia as críticas dos adultos e dos colegas contra o que eles chamavam de “bichinha”, “viadinho”, etc. Essa rotulação me induzia a pensar que houvesse algo errado em gostar de meninos. E foi isso que, em parte, preparou o campo para as crenças que viriam mais tarde, como a crença de que gays devem mudar.
Como você lidava com o conflito entre religião e homossexualidade quando você era pastor?
Eu acreditava que a homossexualidade era pecado, desvio, patologia psicológica, etc. Tudo isso por causa do preconceito introjetado desde a infância, somado à homofobia das interpretações bíblicas tradicionais e ao modo como a sociedade imediatamente próxima (família, igreja, amigos, parentes) lidavam com os homossexuais que conheciam. O sofrimento era intenso. E eu passei a me considerar ex-gay quando me coverti ao evangelicalismo.
Toda essa questão é abordada com detalhes em meu livro, visto ser impossível cobrir campo tão vasto em algumas linhas aqui. Quando dei entrevistas à revista Época, ao Fantástico e a outros meios de comunicação, falei sobre isso, mas sempre superficialmente. Por isso, a idéia do livro: não só registrar uma biografia, mas questionar paradigmas que as pessoas geralmente não ousam criticar.
Você diz que defendia processos de reversão da homossexualidade. Qual era sua relação com quem fazia isso? E como você vê hoje o fato de você ter defendido esses métodos?
Eu defendia processos de reversão, e por isso mesmo fui um dos fundadores do MOSES (Movimento pela Sexualidade Sadia). Essa ONG evangélica pregava a reversão da homossexualidade em heterossexualidade e afirmava que somente esta era saudável e aceitável diante de Deus.
Durante anos, atuei com aconselhamento, produção de textos, folhetos, divulgação de livros voltados para essa questão, palestras, congressos, etc. Desde que eu rompi com tudo isso, tenho afirmado veementemente a falácia desses movimentos e teorias evangélicas a respeito da homossexualidade.
Como foi o processo de você ter decidido viver sua homossexualidade? O que você teve de vencer para tal?
Eu tive que vencer tudo! Eu tive que primeiro me encontrar e amar a mim mesmo. Daí, o nome do meu livro “Em Busca de Mim Mesmo”. A trajetória entre o reconhecimento de mim mesmo como gay e noção de que não havia vantagem alguma em ser hetero ou em ser gay foi dolorosa, mas o resultado, maravilhoso.
Desfazer toda estrutura que eu havia construído como marido de uma mulher, pastor, fundador e colaborador de um movimento de suposta reversão sexual, professor de seminário teológico, editor de um jornal de apologética cristã, conferencista, etc, não foi nada fácil.
Os religiosos homofóbicos são os principais inimigos da cidadania LGBT. Como você, que já foi voz contrária a LGBTs e hoje trabalha pela igualdade, acha que nós podemos minar os discursos e as práticas homofóbicas dos religiosos?
Eles não resistem a um exame sério. Caem por causa de suas próprias contradições internas, e é isso que eu mostar no “Em Busca de Mim Mesmo,” e também no blog “Fora do Armário” (clique aqui) e com as palestras que apresento quando convidado.
Votar em representantes políticos que tenham um projeto de democracia baseado na laicidade do Estado é outra coisa fundamental. Denunciar os abusos dos homofóbicos à Justiça e processá-los de acordo com as leis disponíveis é importantíssimo!
No local de trabalho ou de estudo, o homossexual consciente e amante de si mesmo deve demonstrar no dia-a-dia as falácias desses movimentos e pregações através do próprio comportamento e do que diz aos amigos quando esse assunto surge.
Mas a maioria dos homossexuais só vêem a homossexualidade como comportamento de final de semana. Ir à boate, ir à sauna, participar de uma balada. Tudo é isso é lícito e prazeroso, mas se o homossexual só enxerga isso, então ele enxerga muito pouco e não percebe que até mesmo para ter essas liberdades é preciso agir politicamente no dia-a-dia e nos momentos de grandes decisões, no campo das leis e dos projetos governamentais e da sociedade civil como um todo.
(Para comprar o livro, entre aqui.)
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(*) Título original da matéria, disponível aqui: “Ex-ex-gay brasileiro escreve livro e defende que LGBTs podem enfrentar homofóbicos religiosos”






